Depois dos Gr.8 terem ficado em primeiro e terceiro lugar em 1975 e a Gulf ter saido da competição , Harley Cluxton comprou a equipa (ele chegou a ter um Gr.7) com o intuito de competir em Le Mans em 1976. Foi o que aconteceu e a equipa conquistou o segundo e quinto lugar o que impressionou a Renault que os contactou para substituirem o pouco potente Ford V8 pelo V6 Renault Turbo (e ser o importador oficial de carros e motores de competição). Com os motores Ford no fim da linha Cluxton aproveitou esta oferta e a Renault forneceu-lhe toda a informação necessária vinda do seu próprio team Reanualt-Alpine ... e acabou por ser a atitude mais inteligente que a Renault fez para a prova de Le Mans de 1977.
Tal como no ano anterior a JCB (iniciais do seu fundador Joseph Cyril Bamford) patrocionou a presença dos Mirage-Renault em Le Mans. O seu director geral , Anthony Bramford, era possuidor de notável colecção de automóveis de competição e ele próprio inscreveu alguns carros em edições anteriores das 24 Horas. O Renault-Mirage nº10 de Vern Schuppan e Jean-Pierre Jarier era sua propriedade, embora entregue à escuderia Grand Toring Cars Inc. de Harley Cluxton.
Depois de um primeira sessão de treinos debaixo de chuva, os Renault-Mirage encontraram na segunda sessão de treinos um belíssimo ceu azul que foi ensombrado com problemas nas bombas de gasolina em ambos os carros. Depois de resolvido este problema ficou claro que que a sua velocidade de ponta era 15 mph mais lenta que os Porsche e Renault-Alpine. Apesar de terem evoluido bastante o carro nos textos feitos em Pheonix , as pequenas dimensões do circuito não permitiram evoluir na velocidade máxima. A extrema turbulencia do vento no cockpit e a instabilidade a alta velocidade levou à conclusão que a carroçaria necessitava de ser totalmente redesenhada mas não havia tempo para isso e o director da equipa, John Horsman, reuniou-se com os pilotos para elaborar um plano realista do que poderia ser feito com o tempo que ainda restava antes da corrida.
Na sexta-feira antes da corrida , o circuito está fechado para dar oportunidade às equipas para realizar os últimos preparativos e afinações. A equipa Renault-Mirage ficou em Le Chatres, uma pequena cidade a meia hora de distancia do circuito. A população local não se fez rogada e os mais velhos e crianças ficaram horas e horas na entrada da garagem a ver a equipa trabalhar. A garagem, que ficava mesmo ao lado da porta do hotel, tinha sido o quartel general da John Wyer por vários anos. Foi nessa mesma garagem que 20 anos atrás esteve a Aston Martin e dez anos atrás a Ford.
Apesar da corrida só começar às 16h00 , devido a o imenso público foi necessário ir para o circuito ainda da parte manhã.
Na partida existem dois tipos de pilotos: os inexperientes (ou aqueles por razões tácticas) que optam por tecnicas de sprint enquanto os restantes que conduzem com suavidade e regularidade. O carro de Vern Schuppan (nº10) e Sam Posey (nº11) arrancaram lado a lado mas o nº10 possuia uma suspensão mais firme e começou a distanciar-se . A equipa tinha com pessoal de apoio alguns dos seus patrocionadores pelo que havia um médico, um bancário e um advogado que constantemente transmitiam à equipa relatórios de consumos de gasolina, pneus e pastilhas. Para além disso a Renault pedia com regularidade informação sobre os seus sensíveis motores turbo.




A miniatura na escala 1/43 é da Altaya (IXO) com muita qualidade embora não possua os farolins traseiros.
Texto de apoio: Road & Track (Sam Posey), Automundo e Automobile.
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JB