segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Le Mans:Porsche 935 T (nº70) 1979





O gosto de pilotar:



Paul Newman, conhecido de todos como grande nome do cinema, esteve presente em 1979 no circuito de La Sarthe. E presente como um dos intervenientes da edição desse ano das 24 Horas de Le Mans. Integrado na bem organizada e bem preparada escuderia do milionário californiano Dick Barbour, que se apresentou em Le Mans com quatro belos Porsche 935 Turbo ( um amarelo, um vermelho, um azul e um branco), Newman constituía juntamente como experimentado Rolf Stommelen e o próprio Dick Barbour a equipa desta escuderia e o único da mesma equipado com duplo turbo. Mas como surge o nome de Paul Newman neste mundo de velocidade? Para muitos, terá sido uma surpresa. No entanto esta paixão surgiu em Newman dez anos antes, em 1969 portanto, por ocasião da rodagem de um filme que tinha por cenário o célebre circuito de Indianóplis. Ao ser-lhe feita a proposta Newman afirmou: “ nada tenho contra os carros de corrida mas conduzo sobretudo motos e raramente ultrapasso os 110 km/h”. Isto não constituía problema . Aprenderia os gestos do oficio e quanto à velocidade para isso existiam os truques do Cinema.O contrato foi assinado. Durante um mês seguir-se-iam lições de condução numa escola de pilotagem da Califórnia, dirigida por Bob Bondurant. Nos 3 primeiros dias fazem o circuito a pé e Bondurant explica como reagir perante cada obstáculo. Na manhã do quarto dia Newman afirma : “Já me sinto preparado. Dêem-me um carro a sério”. E é ao volante de um Lola T 270 , a uma média de cerca 200 km/h que Newman descreve três voltas ao circuito. Impecável. Uma verdadeira surpresa. Surpresa ainda maior quando ao sair do carro protesta: “ Isto anda pouco. Passem-me o Ford GT 40!” Neste momento, Paul Newman acabava de ser atacado pelo vírus de velocidade. Daqui em diante ela será a sua paixão. Após quatro anos consegue a sua licença de piloto



Em 1976 venceu o campeonato nacional americano, classe D, num Triumph TR6. Em 1977 inscreve-se nas 24 Horas de Daytona com um Ferrari de Clint Eastwood e termina em quinto. Era o carro mais potente que conduzira até então e a primeira vez que conduzia de noite. E no entanto parecia tê-lo feito sem fadiga. Ao ser interpelado pelos jornalistas teve ocasião de afirmar: “ Nunca mais vou parar. Correr agrada-me muito mais do que representar diante de câmaras...” Em Julho de 1977, no rali de Nelson Ledges sofre um grave acidente de que sai miraculosamente ileso. Alguns meses mais tarde destroi um Porsche 911 nas 12 Horas de Sebring. Mas isto não o impede de continuar. Em 1978 é piloto oficial da Datsun, que lhe paga cerca de 250 contos por mês. E é num dos modelos desta marca japonesa que obtém o título de campeão dos USA para carros de “série”.

E hei-lo em 1979 inscrito nas 24 Horas de Le Mans. Uma das suas maiores aspirações concretiza-se. Iria participar numa das mais célebrescompetições automóveis do mundo, ao lado de pilotos de nomeada, de palmarés recheados e alguns deles já vencedores de outras edições desta tão celebre prova. Mas o verdadeiro sonho, esse por ser tão alto, não ousaria quase Newman revelá-lo : ver o seu nome inscrito entre os vencedores das 24 Horas de Le Mans! E no entanto, por momentos, a asa dessa imaginação quase roçou a realidade, fazendo viver ao célebre actor de cinema os momentos de maior emoção ao longo desta jornada em La Sarthe. Para o carro nº70 a corrida vinha-se desenrolando sem problemas, ocupando desde as primeiras horas confortáveis posições entre os cinco primeiros . A noite, apesar de difícil com sempre e desta vez mais devido à muita chuva que caiu sobre La Sarthe, foi vencida sem contrariedades de maior e a partir da 18ª hora de prova ou seja desde o principio da manhã de domingo não mais desceriam da sua 2ª posição, atrás portanto do Porsche Kremer nº41 que parecia imbatível na sua cavalgada para a vitória. Mas às 10h 35m a notícia surge como uma bomba. Paul Newman tomava café na sua caravana quando alguém da equipa se precipita para o interior e lhe diz: “Eles partiram, Paul. O 41 está parado nas Hunaudiéres. Vamos ganha, Paul, vamos ganhar.” O olhar azul de Newman ilumina-se subitamente. A surpresa vence o cansaço. O café fica esquecido. Levanta-se, caminha em círculos e depois sai da caravana ignorando a multidão que imediatamente o rodeia e as dezenas de disparos de profissionais e curiosos que surgem cada canto. Como um sonâmbulo dirige-se para a boxe onde em breve Stommelen irá substituir Barbour ao volante. Cada vez mais tenso, informa-se dos pormenores. De facto, o Porsche nº41 encontrava-se parado a cerca de 6 km da sua boxe e o piloto tentava pôr o carro em condições de chegar até ela. Iria ele conseguir? 15 voltas de avanço que beneficiava na altura em relação ao 2º classificado seriam suficientes?

? O Porsche de Barbour pára nas boxes e devido a alguns problemas esta paragem prolonga-se por 17 minutos. Retomada a corrida com Stommelen ao volante. O nº41 continua parado. Será possível, pensa Paul Newman. Neste momento ele daria todos os seus óscares pela realização do seu sonho- ganhar em Le Mans. Mas finalmente o Porsche Kremer chega às boxes, é substituída a bomba de injecção e retoma a corrida: Neste momento restam-lhe 3 voltas de avanço sobre o nº70. O suficiente para que Newman deixe de sonhar. Não vencerá Le Mans. Nem ele nem Stommelen, nem Barbour. A 22 minutos do final aconteceria mesmo novo sobressalto na equipa do carro nº70 quando este é assinalado sobre o circuito em marcha lenta.

Seria a desistência quase no final? Não. Embora quase moribundo o carro prosseguiria até ao final pela mão experiente de Stommelen. Daria mais 2 voltas ao circuito a uma média de 8 minutos por volta , muito lento portanto, para depois se imobilizar a meia dúzia de metros da linha de chegada e aí aguardar a bandeira axadrezada. E às 14 horas em ponto quando a bandeira foi agitada, o carro moveu-se e cortou a meta, debaixo de uma entusiástica ovação dos milhares de pessoas ali presentes de olhos postos neste final que após 24 horas de prova conseguiu ter emoção. Resultado final para o Porsche 935 Turbo nº70 pilotado por Rolf Stommelen, Dick Barbour e Paul Newman : 2º na C.Geral e primeiro no Grupo IMSA. Texto : AutoSport/Dina Lopes


Apresentamos aqui 2 réplicas do Porsche 935 T que ficou em 2º lugar nas 24 Horas de Le Mans em 1979. Os seus pilotos eram Paul Newman/Stommelen/Barbour: a da Ixo e da Solido , ambas na escala 1/43. Apesar da qualidade da miniatura Solido a da Ixo é melhor mas quase 30 anos separam o fabrico de ambas.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Fiat 126 (1972)







O Fiat 126 foi lançado em 1972 para substituir o modelo 600. Possui o motor na traseira e para se por a funcionar tinha de se puxar uma alavanca entre os dois bancos. Foi um dos carros que a minha mãe teve e que tive o prazer de coduzir na minha juventude. A miniatura aqui apresentata é da italiana Polistil junto a um livro original da Fiat do lançamento deste modelo, uma pequena raridade.

Ducati 916 Superbike


As Ducati 916 de Chili e Corser do Campeonato Mundial de Superbikes

Ducati Competição


As Ducati 999 FILA do Campeonato Mundial de Superbikes e as Ducati de MotoGP

Motos de Valentino Rossi


O piloto Valentino Rossi é digno de uma colecção. Eis alguns motivos

Capacetes Pilotos Moto


Réplicas de capacetes de pilotos de motos como Russel, Kocinski, Doohan, Biaggi, etc

Motos Team Repsol


Na foto é possivel ver algumas miniaturas com a decoração Repsol

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Chevrolet Corvette 1992


Eis 3 miniaturas de 3 Chevolet Corvete que participaram nas 24 Horas de Le Mans em 1992.

Os fabricantes são a Vitesse e Onyx Models em 1/43.

BMW 3.20



A extinta Luso Toys lançou 5 versões do BMW 3.20 em 1/43. Aqui estão elas.