de maior número de vitórias numa temporada. Sua estréia na Fórmula 1 aconteceu em um teste oferecido pela já extinta equipe BS Fabrications, de Bob Sparshott, que tinha um
M23. Pouco tempo depois, ainda em 1978, Piquet estreou de fato em uma corrida, o
. Neste ano, disputaria outros três GPs com o McLaren da BS Fabrications.
. De toda forma, o brasileiro já era visto por muitos como uma promessa - sua aparição meteórica rendeu elogios e uma profecia certeira do chefe de equipe da BS Fabrications, David Simms. "Aposto meu dinheiro, com quem quiser, que Nelson Piquet será campeão mundial em três anos." No GP do Canadá, já fazia a sua estréia pela

E, assim, logo Piquet foi confirmado como segundo piloto para a temporada de
1979. Na equipe inglesa, chefiada por
Bernie Ecclestone e com
Gordon Murray como projetista, Piquet teve como companheiro o austríaco
Niki Lauda, já bicampeão, que abandonou a Fórmula 1 temporariamente antes do fim da temporada. Piquet sempre atribuiu a Lauda seu aprendizado sobre como negociar contratos e comunicar suas solicitações aos engenheiros e mecânicos da equipe. O ano, porém, é marcado por alguns acidentes e muitas quebras – foram 11 abandonos em 15 corridas, apenas três pontos e o 15º lugar na classificação final.
Já no ano seguinte, em
1980, Piquet chegou em segundo no
Grande Prêmio da Argentina e obteve sua primeira vitória na categoria no
Grande Prêmio do Oeste dos Estados Unidos, no circuito de rua de
Long Beach. Com outras duas vitórias no ano, no
Grande Prêmio da Holanda, em
Zandvoort, e no da
Itália, em
Imola, Piquet disputou diretamente o título com o australiano
Alan Jones da
Williams, até a penúltima prova, o
Grande Prêmio do Canadá – mas, nesta corrida, Piquet e Jones colidiram na largada, e, após uma segunda largada, Piquet teve que abandonar por uma quebra de motor.
Mas em
1981 viria seu primeiro título mundial, após uma intensa batalha contra o argentino
Carlos Reutemann. Na última etapa, no circuito de
Las Vegas, também nos
EUA, Piquet terminou em 5º lugar, mas Reutemann não pontuou chegando em 8º e o brasileiro venceu o campeonato por apenas um ponto de diferença.

Em
1982, como em muitos da carreira de Piquet, as inovações técnicas - especialmente a adoção do motor
BMW turbo - não permitiram um desempenho suficientemente competitivo. Nelson Piquet chegou a vencer o
Grande Prêmio do Brasil em
Jacarepaguá. Após a corrida, sua vitória foi cassada, porque seu carro estava com o peso abaixo do permitido. O questionamento da desclassificação foi polêmica. Naquela prova, a equipe utilizou o modelo BT49D
Ford Cosworth aspirado enquanto o BT50
BMW Turbo estava sendo aprimorado. O campeonato teve o boicote de 10 equipes por divergências políticas no
Grande Prêmio de San Marino:
Brabham,
Williams,
McLaren,
Lotus,
Ligier,
Arrows,
March,
Fittipaldi,
Theodore e
Ensign. O atual campeão não conseguiu se classificar para o
Grande Prêmio do Leste dos Estados Unidos em
Detroit. Uma semana depois, o piloto da
Brabham venceu em
Montreal, no
Grande Prêmio do Canadá, já com o modelo BT50. A prova ficou marcada com a morte logo na largada do italiano
Riccardo Paletti que não conseguiu desviar da
Ferrari do francês
Didier Pironi que não partiu. O ponto alto da temporada de Piquet foi um episódio tenso e, em segunda análise, hilariante. Quando estava próximo da fazer a troca de pneus e o reabastecimento no GP da
Alemanha em
Hockenheim, Piquet se aproximou do retardatário
Eliseo Salazar e tentou a ultrapassagem na Ostkürve, a chicane norte do circuito de Hockenheim. Salazar não viu Piquet se aproximando, manteve a trajetória normal, e os dois bateram. Após sair do carro, Piquet partiu para a agressão física contra Salazar, diante das câmeras de televisão, em uma cena que demonstra um pouco do seu temperamento competitivo e explosivo. "Salazar não é piloto, é motorista", declarou Piquet à época. Curiosamente, ambos haviam se conhecido quando ainda eram recém-chegados à Europa; e, muitos anos depois, chegaram a correr juntos em corridas de
Turismo.
Anos mais tarde, Piquet ficou sabendo de um engenheiro do motor que trabalhou com o piloto brasileiro na equipe Brabham naquela época, que aquele famoso acidente foi a melhor coisa que podia ter acontecido à BMW, porque evitou a vergonha do motor alemão explodir em seu próprio país.
Contra a quadra francesa: a
Renault de
Alain Prost e as
Ferrari de
René Arnoux e
Patrick Tambay, Piquet consegue em
1983 seu segundo título na última corrida, o
GP da África do Sul em
Kyalami. Foi, também, o primeiro campeonato vencido por um carro com motor
turbo na Fórmula 1.(texto Wilkipedia)
A miniatura na escala 1/43 é da Altaya e fabricada pela Ixo Models